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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Qui Jul 21, 2011 9:54 am
meio late, mas, deixa ca ver.
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Sex Jul 22, 2011 6:01 pm
Baixando
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McAnonimo
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Dom Ago 07, 2011 11:36 pm
Nunca prestei muita atenção ao hip-hop puramente angolano, bambora ver se o admin tem mesmo direito a ser o boss desta shiaaat king

EDIT: Props para o uso dum beat do grande Samuel Mira! 'Tou agora a ouvir o primeiro sonoro, tá com umas rimas e bom flow, meu irmão, boa cena, espero que o resto dos sons estejam como este primeiro!

P.S.: Podias aumentar o som do beat um bocado e baixar o som da voz Wink
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Manuxu
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Seg Ago 08, 2011 6:59 pm
epa isso e' complexo lol. agora viciei no da best rapper acima de todos.
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Kally D
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Sex Ago 12, 2011 10:02 am
Antes de mais nada, peço desculpas pela demora na resposta. É que tenho muitos projectos por organizar e o Movimento Fantasma vai se transformando em cada vez menos a menor das minhas prioridades. Mas vou estando sempre que possível atenta aos projectos de todos e sempre houver disponibilidade irei deixar meu parecer sobre eles. Já agora, vou postando os Reviews dos CDs Fantasmas e Mix-Tapes nas Bibliotecas com alguma seriedade maior. Os meus reviews antigos serão, infelizmente para alguns, reformulados sendo que o tempo passa e os gostos mudam em conformidade com as opiniões. Este Review para o CD “Diamantes” vem em forma extensiva porque pretendo agradecer tanto ao dbR como ao TRSS por esse trabalho e por serem, singularmente, duas cabeças no Movimento que impulsionam como que por uma rede diversas mais. Explico já-já, porquê.

Devemos ser extremamente cuidadosos ao classificarmos isso ou aquilo de “clássico”. Ao meu ver, um “clássico” é todo aquele trabalho artístico que atinge a perfeição nas mais diversas categorias mas acima de tudo tem carácter “intemporal”. Perguntem á vocês mesmos “será que vou continuar a gostar do ‘Diamantes’ daqui á 10 anos?”... acho pouco provável, para a maioria. Acreditam mesmo que o “Diamante” é 100%? É perfeito? É de 1 á 10 agradável aos ouvidos? Tenho minhas dúvidas. Inúmeras.
Depois de uma pancada de participações, Mix-tapes (promessas...) e dois CDs Fantasmas em inglês (um que nem cheguei á ouvir mas julgando pela qualidade do segundo devo ter perdido pouco); tu (dbR) finalmente decidiste arriscar no primeiro CD Fantasma em português. A primeira coisa que noto acerca do CD é o feeling “Underground” por volta de si e devo admitir já que fiquei perplexa com o nível de mestria lírica, complexidade temática, musicalidade experimental e pico criativo que foi atingido por ti. Esse CD é limiar de uma página totalmente diferente para o Movimento Fantasma e tal como em 2008 e 2006, será encarregue por si só de uma nova onda de pensamento em volta do ceio do Movimento. O trabalho de mixtura por parte do TRSS é totalmente notável á chegando á competir com sua (única) participação fora de série no CD. Com apenas uma produção em nome do Movimento Fantasma o CD “Diamante” viola todas as regras postadas no fórum passado aquando do lancamento do primeiro “Diamante” (por volta de 2006/7) – “todos os CDs Fantasma deverão ser produzidos somente por PRODUTORES do MOVIMENTO FANTASMA”. Mas onde esse CD peca, dbR deixa também claro a razão por detrás disso: “Diamante é, além de uma oferta para todos os seus “Diamantes” um tributo á trilha sonora dos nomes que foi ouvindo até hoje. Mas para realmente conferir isso, só ouvindo mesmo o CD e saber se vale a pena.

1. Gênesis/Gênese: – 10/10
O CD começa logo com a voz do dbX (que ao meu ver deve-se sentir lisonjeado por ser logo a primeira voz ouvida no CD) e um número de nomes bem (ou não) conhecidas no Movimento em clamor por dbR n’um interlúdio que chamo de “Intro Correctivo”. Digo isso porque dbR aproveita-se para corregir, ao meu ver, todos que entrarem em contacto pela primeira vez com o CD (e lerem pela capa), de cairem no mesmo erro que o Xuxu (lembram-se do Debêerre?). Mas o efeito ambiental do background esvanece e dá origem á introdução que esclarece as cores opostas da capa (“no oásis da escuridão” – melhor Intro, há?) dando começo á enigmática “odisséia” repleta de poesia, códigos, figuras de estilo refundidas n’um flow e métrica totalmente inovador por parte de dbR para o Movimento. O tema se visto por um dos tantos lados da moeda é polêmico, tem um instrumental perfeito para captar o cenário medieval que se quisera e desenha á dedo toda história que desenrola em cada sílaba de seu autor. Aqui, irreconhecível, dbR atinge sem dúvidas o pico do CD Fantasma acompanhado de uma masterização que, talvez por acidente, exprime exactamente, nos seus ecos distorcidos, o feeling básico, de alguma forma rústico mas compreensível que o instrumental pediu. O “resumo do CD” conclui-se na sua própria introdução.

2. Renascença do Contrário: – 10/10
Se no “Gênesis” o ambiente era totalmente medieval, aqui ele progride para uma era Renascentista do Hip-Hop. Para quem não reconheceu o dbR na primeira faixa, o mesmo adverte, “esquece isso”. Sobre o clássico das ruas de Big L, dbR recria á sua imagem todo o cenário Old School do Hip-Hop n’um tributo ás suas inspirações musicais mas á um visual de “backpacker”, “ de bermudas”, “fones” e dessarumado. N’um showcase de lírica, combos multi-silábicos e skills, dbR adopta o mesmo flow clássico de alternância entre o lento-e-rápido, conseguindo assim a atmosfera perfeita para outro clássico sobre um coro totalmente diferente do original mantendo a sua energia. A métrica ainda aventura-se á não seguir os padrões onde 4-4-3 é a metodologia aplicada para essa faixa. Para todos amantes desleixados do antigo e “puro”, a imagem é recriada sobre a mão de quem também conhece, ah e tem também 2Pac no final da faixa. O que faltou? Scratches e muitos mais samples e/ou menções. De notar: “Meto barra, com barras que só entende quem for barra”

3. Cartão Postal: – 10/10
Depois do enigmático “Gênesis” e do clássico, porém mais compreensível, “Renascença do Contrário” segue o Hit instântaneo iniciado pela onda crítica da voz de 2Pac. Quando ouvi pela primeira vez, percebi logo que deveria ser o segundo, senão primeiro Single (juntamente com o “Renascença do Contrário” ao invês do “Gênesis”). O tema revê dbR conduzir seus enigmas críticos sobre o ambiente Old-School que construiu. Quebrando a rotina o primeiro atendado á musica é feito e dbR grava o coro. Felizmente não cantou mais do que isso e fez de um dos instrumentais mais usados um hit instantâneo. Aproveitando das já conhecidas punchlines e misturando com duplos+ sentidos, o resultado dá nisso: um envelope que começa de forma poética, desenvolve-se á crítica que chega á ser somente tão áspera quanto a compreensão de cada um. Pela primeira vez no CD, uma faixa toma a ordem normal (4-4-4) da métrica. De notar: “Se todos são doutores porque é que o país continua em coma?”, “manipula curiosidade e dispara a taxa de natalidade”, e diversas mais. Das minhas faixas favoritas.
OBS: O instrumental em causa foi usado pelo mesmo autor que “vendeu-se” assim que rebentou com a fama. Experemos que não haja alguma tendência nisso...

4. Esquema do Monte Olimpo c/ TRSS: – 9/10
Essa faixa conta com a participação de TRSS e é á unica participação do CD (á lá Nas no “Illmatic” – mais um tributo á old-school?). Admito ficar espantada com o que se conseguiu da junção de ambos nomes e só ouvir a voz do TRSS desanuviou um pouco o CD da seriedade imposta pela faixa passada. Irreverentes quando juntos, dbR e TRSS dão um passo á frente do controverso e extremamente ofensivo “Vagabundas Imperfeitas” e ao invês de criticar apenas individualidades e actos, decidem juntar as armas e atacar as indústrias. Enquanto que TRSS faz uma análise histórica e comparativa acerca do antes e o hoje dbR faz um resumo á causa e consequências. Essa faixa foi-me cheia de surpresas. Tudo aconteceu ao contrário. TRSS foi deveras mais eloquente e fiel ao título do tema dando espaço para dbR poder gozar e arriscar muito mais da cadência (flow) que as faixas anteriores impediram (sufoco, suponho). Um complimentou o outro necessáriamente e só levaram para outro nível a união musical – há quanto tempo dbR não canta com TRSS? Essa pergunta é somente para os veteranos. Dou minha apreciação ao coro, porém critico as cantorias na introdução de dbR e a extensiva “moral de história” no final. Quem muito fala perde ouvinte... Parabêns á melhor dupla de crítica visual do Movimento. Agora muito mais madura e criativa... e de coros simples. De notar: ”os saltos da Giusepe são teu calcanhar de aquiles"

5. Brilho: – 10/10
É interessante a forma como, sobre preparação da faixa passado, o ambiente do album mudou totalmente para algo mais relaxado e boa vibe. Aqui conta-se a história de um jovem (dbR?) que deparou-se com um Diamante falso e ficou fixado no brilho falso que o mesmo emanava esquecendo de facto tudo que de mais importante havia em sua volta... A vida. Bem elaborada, interessante e poética em vários versos. Á partir dessa faixa notei uma necessidade de cobrir possíveis gaps e acima disso, consistência e fidelidade á temâtica do mesmo. Um Story-Telling totalmente elaborado e embora não tão trabalhado como gosto de Story-Telling (com diálogos ou expressão de emoção contra o estilo laid-back) merece 10 exactamente pela forma que a história casou com os instrumentos, mixtura (melhor do CD, juntamente com “Cicatrizes” e “Diamantes” – palmas ao TRSS) e temática do CD. De notar: ”corações em harmonia afundados n’um mar de rosas / casou-se sem aneis com a sua Preciosa”

6. Cicatrizes: – 9/10
A minha faixa favorita do CD. É nela onde o CD atinge o seu pico e onde ouvidos desatentos prestam real atenção ao Diamante por detrás desta obra Fantasma. Nessa faixa pessoal, que orquestra memórias pude perceber que dbR relembra o seu tão chamado “pretérito perfeito” (no Gênesis ) no qual passei a no seu Vórtice de Domingos (o mesmo que o de “Lance” na faixa passada) e no mesmo em que ficou preso restando lembranças, tristezas e arrependimentos. Totalmente pessoal (talvez pessoal demais “esfrego-f*** pr’audiências”), grande parte da faixa possivelmente fala directamente com todo e qualquer ouvinte. E o instrumental, melancôlico, foi produzido pelo próprio autor! Há melhor do que isso? Há sim, o final. Logo após um Spoken-Word de dbR ouve-se uma voz ao telefone que soa á algum parente (pai?) que critica o autor pelos seus hábitos e prisão no tempo concluindo numa nota (metáfora minha) totalmente emocional para quem percebe do que se trata. Minha crítica? As feedbacks disnecessários (como o “tá ver?” logo após ao “amor voa na janela” da segunda parte) e as cantorias por baixo do coro incomparável da voz feminina. Dou pontos por tentativa criativa mas retiro-os por tentativa de bombardeio ao ambiente melâncolico (principalmente o feedback) da faixa. De notar: ”novos bons momentos são futuros contratempos” e ”fragmentos de presenças em ausências familhares”

7. dabestRapper: – 10/10
Pela segunda ouve-se o “esquece isso”. N’um intro sugestivo, ‘diba’ (como se ouve pela primeira vez em todo CD) por cima de “Half-Time” de Nas (coincidência?) antecipa as criticas de cantar por cima de instrumentais conhecidos ou simplesmente fazer tributo á flow já usados (isso existe? Perguntem ao Jay-Z na era pós-Big). Falando em Jay-Z o instrumental do seu também clássico sobe (não antes de rebobinarmos para 2008 e dbR introduzir a faixa ao estilo do Hino “Fan...tasma”) dando lugar á um atentado repetido de mudança de maxilar por parte de dbR. Salvo pelas repetidas (por vezes irritantes) pausas do monótono instrumental, todo o cenário de consciência poética e informativa transforma-se n’uma arena de Skillz, Combos, Punchlines, Jogos (silâbicos e de palavreado) mas acima de tudo Metáforas que passam despercebidas se não rebobinadas (ou lidas com acompanhamento de livrete – em certos versos, nem isso é suficiente). Repleto de versos suspiciosamente elaborados e liricismo de inflar um Ego quase por rebentar, “dabestRapper” faz vênia (logo depois de “Renascença do Contrário”) ás Crews, Gravadoras Fantasmas e até ás ruas. Achei criativa e oportuna a criação do “Andar de Cima”. Por cima de um Sample mais pra Soul n’um clamor sofredor em repeat a faixa vê o mesmo dbR do “Skills vs. Skillz”, “Chuva de Palavras”, “Babas enquanto Cuspo” e “Skillz & Flows” mais esfomeado que nunca. Compreensível á todos os níveis: literal ou não. De notar: Todos os versos. Sob análise ou não.

8. Autógrafo: – 9/10
Aproveitando a deixa de Skills da faixa passada dbR volta com mais emoção (pela primeira vez, como direito á grito) nesse tema retratando sua visão do social e guardando a surpresa para o final. Uma repetição (extensão?) do já ouvido (lido) no “Cartão Postal” essa faixa consegue captar as mesmas atenções inicialmente que a Faixa 3 justamente pelas metáforas e símiles. Nessa faixa o real reconhecimento vai ao facto de que, seguindo a idéia da faixa anterior, dbR extende seu lado criativo e arrisca novos jogos de palavras, novas figuras de estilo e cria enigmas apenas perceptíveis á leitura. Mas a explosão do início da faixa se desfaz n’um ápice dando seguimento ao reprise da segunda parte n’um estilo boa vibe que a mesma onda que “Ao meu Ver”, elevando os pontos da faixa. Por estar dividida em duas partes, merece exactamente isso: votação separada.
- Primeira Parte: 4/5 – Repetitiva mas acima de tudo criativa. A energia merece alguma atenção mas a idéia por detrás da mesma é pouco cativante e parece fazer pouco sentido.
- Segunda Parte: 5/5 – A ideia de motivar é a que está por detrás do CD e é totalmente inspirante quando a poesia refletiva nasce na calma de uma trumpeta e uma equipe de Jazz & soul. Sem dúvidas que para além de todos os projectos nos diversos campos criativos a Mix “Ressurreição” é mencionada por aqui. Isso sim é clássico no sentido da faixa. Um interlúdio de significado, suponho, pessoal passa no final. Não sou fã de colocar interlúdios em inglês mas talvez por perceber não dei nota negativa por sentir interagir com o feeling do CD. Mas acho muito mais original ser em português. De notar: ”todos querem verde, já ninguém amadureçe”, “quem quase vive já morreu”

9. Diamantes: – 9/10
Típica faixa de terminar CD e totalmente conveniente, após o concerto da banda dos The Roots na faixa passada. Dedicado á todos as pessoas íntegras e de beleza natural interior. Bem elaborado e obrigado pela dedicatória. Não sou fã do coro mas aqui, gostei das cantorias. Pelos vistos dás pr’a coros e cantorias apenas nos feedbacks. Já agora achei totalmente convincente as palavras no termino da faixa. Soou... natural. Bem conseguida e nos remete á um “Ninguém como tu 2.0” do BadKid, porém aqui com mais qualidade de mixagem. Tudo que defende o CD é dito somente nessa faixa. (Notem que o coro até repete o que foi conseguido pelo BK em 2008... originalidade?)

10. Éter(na)Mente: – 10/10
O extensivo (porém, cansativo) intro faz todo o sentido e o piano facilmente reconhecido dos Owl City por baixo preparam o cenário para uma última volta ao “palco”. E basta o interlúdio chegar ao fim que o instrumental distorcido toma rumo levando os ouvintes como passageiros á última estação mas pelo caminho relembrando as demais já visitadas. E foi isso que achei criativo. Para quem tivesse alguma dúvida sobre a autoria do “Gênesis”, “Éter(na)Mente” aparece com igual complexidade, menor originalidade mas muita mais energia e criatividade. Se em Gênesis o Sr. Diamante admitiu falhas no seu tecido exterior, aqui ele reconhece mudar para evitar a decepção da primeira faixa mas que irá cristalizar os momentos e hábitos em si apenas existentes para quem merece.... cá pra mim, bemvindo á estaca zero. Potente e intencionalmente de sublime elaboração é indubitável a evolução por parte do “Gênesis” para essa faixa, sendo que somente as duas seriam suficientes para transformar nesse CD objecto de bajulação ou até jubilação intelectual da elite Fantasma, a ultima palavra patenteia uma visão, experiência e licção de quem brilha, quebra e cristaliza. De notar: “embrenho em breu a brasa brisa da bra, embrião...”, “frio frágil, fraqueza faz fricção” ou “coração é instrumental mas numa batida falha”.

Análise Final:
Meticuloso até ao último detalhe e com direito á livrete e organização de lírica, instrumentais, participações e samples, “Diamantes” marca pra mim uma nova era no Movimento Fantasma. Nesse CD Fantasma, dbR foi exactamente o mesmo, aventureiro musicalmente, egoísta metafóricamente, experimental criativamente e auto-desafiante intelectualmente. L acertou em cheio quando abriu o “Código Alpha” revelando que dbR tinha dicas que “quando lidas funciona[vam] como enigmas” e a confirmação está nas faixas 3, 7 e 8, porque a 1 e a 10 são mais do que dicas, são mapas de CDs á caminho. Á luz desse CD, algumas questões nascem da minha parte que se serão elaboradas n’um tópico próprio. A seriedade com que este trabalho foi criado foi de pasmar, estando totalmente interligado em todas as faixas e na sua capa á Ying-Yang. Com um “Diamantes” na mão o ouvinte pode ter a posibilidade de atravessar no vórtice intemporal ao passado atravês de uma voz presente “presa” no mesmo mas ter a possibilidade também de conhecer muito mais do Movimento que um CD como o mesmo projecta. De forma singular dbR, ao som de masterização de TRSS (outro que individualmente se torna cada vez mais a voz da elevação de qualidade musical fantasma) segura a torcha do Movimento Fantasma e rema contra a corrente da mesmice e ausência de originalidade. Representando nomes como Big L, Sam the Kid, Common, Jay-Z, Nas, Ikonoklasta, 2Pac, e muito mais, o CD impulsiona á pesquisa dos mesmos nomes até ao de outrem como Rakim, De La Soul e até de novos como Lupe Fiasco á quem indubitávelmente comparo os testamentos líricos e aventuras musicais desse CD. É íntimo, é familhar, é caseiro (nota-se pelo simbolismo básico da capa) mas estremamente artístico. A capa define perfeitamente o CD Fantasma onde o “branco” reflete o brilho interno do Diamante (também notado em faixas como “Gênesis”, “Renascença do Contrário”, “Cicatrizes” e o auto-entitulado “Diamantes”) mas tal como o a capa sugere o lado negro é o oposto em demasia que vive na “escuridão” e merece também análise por parte do CD no resto das faixas, deixando apenas o “Autógrafo” como reflexo do confronto entre ambos os lados. Os Slogans continuam e o mesmo dbR do “Tanahouse”, “BRA”, “diba95” ou “Pimap MixBeats” é o mesmo do “Andar de Cima” nos deixando ainda por perceber de que se trata o novo slogan. Aos meus ouvidos é um Clássico e por onde for já me sinto com uma obra concisa Fantasma por partilhar. Mas tudo tem erros. E o erro em causa foi o número limitado de faixas e a falta de participação. Ter o Link no “Cartão Postal” ou o BadKid no “Autógrafos” não era mau de todo. Ainda assim a “estante” de Obras Fantasmas agradece. É pura, rara e intencionalmente complexa que se usada correctamente servirá de impulso para os demais nomes que completam nosso ceio. Mas para azar de dbR, um nível tão alto de complexidade poetica submete ouvintes á duas realidades: Admirar a obra de arte em exposição fantasma de início ao fim ou aborrecer-se por completo. Por tal razão desconfio dos “Clássicos” repetidos cá pelo fórum porque para se apreciar de facto o CD o mesmo requer uma compreensão de ao menos 60%. E são as idéias defendidas nesse CD que podem fazer ou desfazê-lo. Ser “puro”, escrever “autógrafos” pode não ser tão interessante assim... música merece ser compreendida para ser sentida e não para exercitar a mente. Ser Contrário não significa justamente ser um Clássico. Falar difícil não significa cantar bem. E ser um Diamante... não significa que todos notem o seu brilho.
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Sex Ago 12, 2011 5:14 pm
mega-big review kally! o maior k ja fizeste se n me engano! concordo com todas as pontuacoes mas acho k o Autografos e tao original como as outras e merecia 10. ja o esquemas do monte olimpo talvez merecesse um 8.
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Sex Ago 12, 2011 6:50 pm
Parabens pela elaboracao do Review Kally D. Mas nao acho correcto criticares os outros ouvintes do cd. Eu chamo classico porque tal como os outros compreendi-o a' medida. Posso nao ter feito da forma que tu fizeste mas ainda assim compreendi. Mas concordo, e' apenas para os mais intelectuais sim e ha aqui alguns que mentem ter gostado para parecer que perceberam.
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Seg Jan 23, 2012 5:18 pm
como ficou o mundo depois desse cd?
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Qua Abr 18, 2012 7:16 pm
checking out
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Qui Out 04, 2012 12:40 am
Ainda estou a' espera da continuacao..

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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Qui Out 04, 2012 5:53 pm
tambem eu..
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

em Ter Nov 06, 2012 7:00 pm
Falam tanto desse cd que vou ter que baixar haha. Valeu.
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Re: ***dbR: Diamantes - CD Fantasma [2011]***

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